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quinta-feira, 15 de março de 2012

O Centro de Documentação e Memória da UNESP

O Centro de Documentação e Memória da UNESP, o CEDEM, tem produzido um amplo trabalho de organização, coleta, armazenamento e sistematização de fontes para a pesquisa histórica, não só contribuindo com a preservação da memória coletiva da sociedade, mas também com a produção de análises e interpretações, por propiciar aos pesquisadores um amplo acesso a fontes primárias de difícil alcance até então. Além de primar pelo armazenamento das fontes sobre os movimentos sociais contemporâneos, ainda se encontram fontes sobre a esquerda brasileira, inclusive, debates efetuados na imprensa periódica, aos quais o Centro já possui um rico acervo.

Para maiores detalhes ver:http://www.cedem.unesp.br/#1,107

Dois títulos interessantes para o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira

Acaba de ser publicado, pela Editora Unesp, dois títulos interessantes para o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira, cujas referências completas seguem abaixo:

DRESCHER, S. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

ISAIA, A. C.; MANOEL, I. A. Espiritismo e religiões afro-brasileiras. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

Página:http://www.editoraunesp.com.br/

Fundação Gilberto Freyre

A Fundação Gilberto Freyre tem feito um trabalho exemplar. E agora dá continuidade a suas ações disponibilizando para um público mais amplo, um mapa do conjunto de materiais que constituem a instituição, na página abaixo:

ver: http://bvgf.fgf.org.br/

domingo, 4 de março de 2012

A ESCRITA HISTÓRICA E SUAS MÚLTIPLAS FACES

Acaba de ser publicado em livro o resultado dos trabalhos apresentados na XXVII Semana de História da Unesp, Campus de Assis. Os textos foram organizados por Karina Anhezini e Zélia Lopes da Silva no formato e-book. Há um conjunto diversificado de textos, encadeados entre as seções: práticas religiosas, dimensões da política, cultura e seus suportes, e História, Filosofia e Ciências Sociais.

O link para acessar o e-book é: http://www2.assis.unesp.br/#304,1429

quinta-feira, 1 de março de 2012

História do Pensamento Social Brasileiro

No começo dos anos 1990 houve uma extraordinária renovação e ampliação dos estudos sobre a história do pensamento político e social brasileiro, e que tem resultado não apenas novas investidas sobre autores canonizados ou não, na experimentação de teorias e metodologias, na criação de programas e linhas de pesquisa (nesta área) em programas de pós-graduação, mestrados e doutorados pelas Ciências Humanas, além de serem efetuadas revisões promissoras, inquéritos pertinentes e críticas eficazes a história e a historiografia sobre o pensamento político e social brasileiro. Na impossibilidade de elencar todos os títulos que foram publicados neste período, segue apenas uma lista incompleta, para que nossos leitores e leitoras possam verificar a riqueza do tema e a renovação do campo de estudos.

Alguns títulos:

ALONSO, A. Idéias em movimento. A geração 1870 na crise do Brasil-Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

ANHEZINI, K. Um metódico à brasileira: a história da historiografia de Afonso de Taunay (1911-1939). São Paulo: Editora UNESP, 2011.

ARAUJO, R. B. Guerra e paz: Casa-grande & Senzala e a obra de Gilberto Freyre nos anos 30. 2ª Ed. São Paulo: Ed. 34, 2005.

ARRUDA, M. A. N.; GARCIA, S. G. Florestan Fernandes: mestre da sociologia moderna. Brasília: Paralelo 15; CAPES, 2003.

BASTOS, E. R.; RIDENTI, M. & ROLLAND, D. (org.) Intelectuais: sociedade e política, Brasil-França. São Paulo: Cortez, 2003.

BASTOS, E. R. Gilberto Freyre e o pensamento hispânico. Bauru/SP: Edusc, 2003.

____. As criaturas de Prometeu. Rio de Janeiro: Global, 2006.

BEIRED, J. L. B. Sob o signo da nova ordem. Intelectuais autoritários no Brasil e na Argentina (1914-1945). São Paulo: Edições Loyola, 1999.

BOMENY, H. Darcy Ribeiro: sociologia de um indisciplinado. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001.

BOTELHO, A.; SCHWARCZ, L. M. (org.) Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

BRANDÃO, G. M. Linhagens do pensamento político brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007.

BRESCIANI, M. S. M. O charme da ciência e a sedução da objetividade: Oliveira Vianna entre intérpretes do Brasil. São Paulo: Ed. UNESP, 2005.

BURKE, P.; PALLARES-BURKE, M. L. G. Repensando os trópicos: um retrato intelectual de Gilberto Freyre. Tradução de Fernanda Veríssimo. São Paulo: Ed. UNESP, 2009.

CARVALHO, M. A. R. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 1998.

CEVASCO, M. E.; OHATA, M. (org.) Um crítico na periferia do capitalismo: reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

CHALHOUB, S. Machado de Assis, historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

CORREA, M. As ilusões da liberdade: a escola de Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil. Bragança Paulista/SP: Ed. USF, 2000.

FERREIRA, A. C. A epopéia bandeirante. Letrados, instituições, invenção histórica (1870-1940). São Paulo: Edunesp, 2002.

FERREIRA, G. N. Centralização e descentralização no Império: o debate entre Tavares Bastos e visconde do Uruguai. São Paulo: Ed. 34, 1999.

FRANZINI, F. À sombra das palmeiras: a coleção Documentos Brasileiros e as transformações da historiografia nacional (1936-1959). Rio de Janeiro: Edições Casa de Rui Barbosa, 2010.

GALVÃO, W. N. Euclidiana: ensaios sobre Euclides da Cunha. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

GARCIA, S. G. Destino impar: sobre a formação de Florestan Fernandes. São Paulo: Ed. 34, 2002.

IANNI, O. Pensamento social no Brasil. Bauru/SP: Edusc, 2004.

IUMATTI, P. T. Caio Prado Jr.: uma trajetória intelectual. São Paulo: Brasiliense, 2007.

JACKSON, L. C. A tradição esquecida: Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antônio Candido. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.

LAHUERTA, M. Intelectuais e transição: entre a política e a profissão. São Paulo, 1999. Tese de doutorado em Ciência Política, FFLCH/USP, São Paulo.

LARRETA, E. R.; GIUCCI, G. Gilberto Freyre: uma biografia cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

LIMA, N. T. Um sertão chamado Brasil: intelectuais e representação geográfica da identidade nacional. Rio de Janeiro: Revan, 1999.

LUCA, T. R. A revista do Brasil: um diagnóstico para a (n)ação. São Paulo: Edunesp, 1999.

MALATIAN, T. M. Oliveira Lima e a construção da nacionalidade. Bauru – São Paulo: Edusc; FAPESP, 2001.

MARTINEZ, P. H. A dinâmica de um pensamento crítico: Caio Prado Jr. (1928-1935). São Paulo: Edusp, 2008.

MICELI, S. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

MIRANDA DE SÁ, D. Idéias sem fronteiras: da generalidade à especialização no pensamento intelectual no Brasil republicano (1895-1935). Tese de doutorado, UFRJ, 2003.

MONTEIRO, P. M.; EUGÊNIO, J. K. (org.) Sérgio Buarque de Holanda: perspectivas. Campinas/SP: Ed. Unicamp; UERJ, 2008.

MORAES, J. Q.; BASTOS, E. R. (org.) O pensamento de Oliveira Vianna. Campinas/SP: Ed. Unicamp, 1993.

NICODEMO, T. L. Urdidura do vivido: Visão do paraíso e a obra de Sérgio Buarque de Holanda nos anos 1950. São Paulo: Edusp, 2008.

NICOLAZZI, F. Um estilo de história: a viagem, a memória, o ensaio. Sobre Casa-grande & Senzala e a representação do passado. São Paulo: Editora UNESP, 2011.

OLIVEIRA, L. L. Americanos. Representações da identidade nacional no Brasil e nos EUA. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.

____. Interpretações sobre o Brasil. In: MICELI, S. (org.) O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). 2ª Ed. São Paulo: Anpocs/Sumaré/Capes, 1999, p. 147-181.

ODÁLIA, N. As formas do mesmo. Ensaios sobre o pensamento historiográfico de Varnhagen e Oliveira Lima. São Paulo: Edunesp, 1997.

PALLARES-BURKE, M. L. G. Gilberto Freyre: um vitoriano nos trópicos. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

PRADO, M. E. (org.) O Estado como vocação: idéias e práticas políticas no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: Access, 1999.

PEIXOTO, F. A. Diálogos brasileiros. Uma análise da obra de Roger Bastide. São Paulo: Edusp, 2000.

PERRONE-MOISÉS, L. Vira e mexe, nacionalismo: paradoxos do nacionalismo literário. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

PIVA, L. G. Ladrilhadores e semeadores: a modernização brasileira no pensamento político de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940). São Paulo: Ed. 34, 2000.

PONTES, H. Destinos mistos – os críticos do grupo Clima em São Paulo (1940-1968). São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

PULICI, C. Entre sociólogos: visões conflitivas da ‘condição de sociólogo’ na USP dos anos 1950-1960. São Paulo: Edusp, 2008.

RÊGO, R. M. L. Sentimento do Brasil: Caio Prado Jr. – continuidades e mudanças no desenvolvimento da sociedade brasileira. Campinas/SP: Ed. Unicamp, 2000.

REIS, J. C. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. Rio de Janeiro: FGV, 1999.

____. As identidades do Brasil 2. Rio de Janeiro: FGV, 2006.

RICUPERO, B. Sete lições sobre as interpretações do Brasil. São Paulo: Alameda, 2007.

____. Caio Prado Jr. e a nacionalização do marxismo no Brasil. São Paulo: Ed. 34, 2000.

____. O romantismo e a idéia de nação no Brasil (1830-1870). São Paulo: Martins Fontes, 2004.

SANTOS, R. Caio Prado Júnior na cultura política brasileira. Rio de Janeiro: Mauad, 2001.

SCHNEIDER, A. L. Sílvio Romero: hermeneuta do Brasil. São Paulo: Annablume, 2005.

SECCO, L. Caio Prado Júnior: o sentido da revolução. São Paulo: Boitempo, 2008.

SILVA, M. (org.) Nelson Werneck Sodré na historiografia brasileira. São Paulo: Edusc, 2001.

VELOZO, M.; MADEIRA, A. Leituras Brasileiras. Itinerários do pensamento social e na literatura. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

VENTURA, R. Estilo tropical: história intelectual e polêmica literária no Brasil (1870-1914). São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

____. Euclides da Cunha: esboço biográfico. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

VIANNA, L. W. A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil. Rio de Janeiro, 1999.

VILLAS BÔAS, G. Mudança provocada: passado e futuro no pensamento sociológico brasileiro. Rio de Janeiro: FGV, 2006.

____. A vocação das ciências sociais: um estudo de sua produção em livros do acervo da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2007.

WEGNER, R. A conquista do oeste. A fronteira na obra de Sérgio Buarque de Holanda. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.

WEHLING, A. Estado, História, Memória: Varnhagen e a construção da identidade nacional. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Contrariando os cânones instituídos...

Contrariando, de certa forma, aos cânones instituídos pela história do pensamento social e político brasileiro, o estudo de Karina Anhezini de Araújo, que acaba de ser publicado pela Editora Unesp, Um metódico à brasileira, estuda a história da historiografia construída na obra de Afonso de Taunay, entre 1911 e 1939, e nos oferece uma bela contribuição para o estudo da temática. Além de analisar autor, de extensa obra, e, particularmente, conhecido por seus estudos sobre o bandeirante paulista e a história do café, mas, injustamente, deixado em segundo plano nos estudos históricos nacionais das últimas décadas, a sua pesquisa ainda formula um modelo interpretativo operacional, para o estudo de autores e suas respectivas obras, ao ter como base a obra de Michel de Certeau, A escrita da história (de 1975), que lhe cerceou instrumentos teórico-metodológicos promissores para pensar o lugar, a prática e a escrita, consignadas na "operação historiográfica", que a autora procurou perscrutar na obra de Afonso de Taunay. O livro teve como base sua tese de doutoramento defendida em 2006 na Unesp, Campus de Franca, sob a orientação da professora Teresa Maria Malatian, que já na época foi uma pesquisa primorosa, e, agora, aparece reformulada e ainda melhor. Ao percorrer os lugares que propiciaram a Taunay rever e/ou reformular suas práticas, dando-lhes um caráter mais profundo e operacional, e permitindo-lhe perpassar do auto-didatismo, que a formação de engenheiro civil lhe possibilitou, para o constante aperfeiçoamento do ofício de historiador, por meio de leituras, práticas, exercícios de escrita e o intenso contato com os letrados do período, em especial, Capistrano de Abreu, mestre de uma geração de historiadores, a autora nos mostra passo-a-passo como se configuraram os momentos que definiram a "operação historiográfica" deste autor, ao ser ela também o trilhar de uma prática. Neste caso, indica-nos como, a partir de 1911, Taunay iria definir preceitos teórico-metodológicos, forjando os fundamentos de sua escrita da história, ao se apoiar no manual de Langlois e Seignobos, Introdução aos estudos históricos de 1898. Ao nos mostrar como o autor manteve tais preceitos ao longo de sua trajetória de pesquisa, mas sem deixar de lado a historiografia nacional, com sua história dos costumes, a autora nos indica como e por que Taunay soube em sua época ser um metódico à brasileira. Além disso, num percurso simultâneo e articulado a esse primeiro, a autora vai detalhando como os lugares que este autor passou, como o IHGB, o IHGSP, o Museu Paulista, a ABL e no curso de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em meados da década de 1930, lhes foram de fundamental importância para a coleta, organização e análise de fontes primárias. Com isso, ao cruzar as correspondências passivas e ativas deste autor, com o processo de produção de sua obra, em meio aos locais em que foi passando, ao longo de sua carreira, além de efetuar uma análise interna de sua obra, ainda pouco usual em nossa historiografia, esta consegue elaborar um modelo interpretativo pertinente e eficaz para perscrutar a trajetória de outros autores, sejam os canonizados ou não, em nossa historiografia, que embora altamente profissional e madura, ainda está permeada por imensas e não justificadas lacunas; que, aliás, estudos como esse, podem contribuir para a constituição de uma história da historiografia cada vez mais crítica em nosso meio.

Referência completa:

ANHEZINI, K. Um metódico à brasileira: a história da historiografia de Afonso de Taunay (1911-1939). São Paulo: Editora Unesp, 2011.

Vale a pena conferir este trabalho, que certamente virá a se tornar uma referência em nossa história da historiografia.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Livros importantes, mas infelizmente esquecidos em nosso mercado editorial II

Queremos agradecer aos colegas pelos comentários a esta postagem e, particularmente, ao Thiago Nicodemo, que recomendou a sua continuação, em função da quantidade de livros importantes esgotados há muito tempo em nosso mercado editorial, sem perspectiva de novas reedições (e sem, evidentemente, considerarmos a imensa massa de textos fundamentais, mas ainda não traduzidos no país). Segue então uma pequena continuidade, mas como a anterior também incompleta:

ADORNO, S. Os aprendizes do poder. O bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

BASSELAR, J. V. D. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Editora EPU, 1979.

BANN, S. As invenções da História: ensaios sobre a representação do passado. Tradução de Flávia Vilas Boas. São Paulo: Edunesp, 1994.

BERNARDO, J. Marx crítico de Marx. Epistemologia, classes sociais e tecnologia em O Capital (livro primeiro). Portugal: Ed. Afrontamento, 1977, 3v.

CARDOSO, I. A. R. A Universidade da comunhão paulista. O projeto de criação da Universidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado. USP, 1982.

CARDOSO, C. F. & MALERBA, J. (org.) Representações: contribuição a um debate transdisciplinar. Campinas: Papirus, 2000.

CARELLI, M. Culturas cruzadas. Intercâmbios culturais entre França e Brasil. Tradução de Nícia Adan Bonalti. Campinas – São Paulo: Papirus, 1994.

CHARTIER, R. A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa/Rio de Janeiro: Difel/Bertrand Brasil, 1990.

COLLINGWOOD, R. G. A ideia de história. 2ª Edição. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

FALCON, F. J. C. & RODRIGUES, A. E. M. Tempos modernos: ensaios sobre história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

FEBVRE, L. Combates pela História. 3ª edição. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

FERRY, L. & RENAUT, A. Pensamento 68: ensaio sobre o anti-humanismo contemporâneo. Tradução de Roberto Markenson & Nelci do Nascimento Gonçalves. São Paulo: Ed. Ensaio, 1988.

FICO, C. & POLITO, R. A história no Brasil (1980-1989). Elementos para uma avaliação historiográfica (v.1). Ouro Preto: UFOP, 1992, 2v.

FURET, F. A oficina da História. Tradução de Adriano Duarte Rodrigues. Portugal: Gradiva, 1985.

GINZBURG, C. A micro-história e outros ensaios. RJ: Ed. Bertrand Brasil, 1991.

GLÉNISSON, J. Iniciação aos estudos históricos. 3ª Edição. Rio de Janeiro, Difel, 1983.

HARTOG, F. O espelho de Heródoto. Belo Horizonte/MG: Editora da UFMG, 1999.

HERMAN, A. A ideia de decadência na História Ocidental. Rio de Janeiro: Record, 1999.

IGLÉSIAS, F. Historiadores do Brasil. Capítulos de historiografia brasileira – Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Belo Horizonte, MG: UFMG, IPEA, 2000.

LAPA, J. R. A. Historiografia brasileira contemporânea. A história em questão. 2a edição – Petrópolis – Rio de Janeiro: Vozes, 1981.

MALERBA, J. (org.) A velha história: teoria, metodologia e historiografia. São Paulo: Papirus, 1998.

MARROU, H. I. Sobre o conhecimento histórico. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

MEIHY, J. C. S. B. A colônia Brasilianista. História oral de vida acadêmica. SP: Nova Stella, 1990.

MICELI, S. (org.) História das Ciências Sociais no Brasil. (v.1) São Paulo: Vértice, Editora Revista dos Tribunais: IDESP, 1989.

ODÁLIA, N. As formas do mesmo. Ensaios sobre o pensamento historiográfico de Varnhagen e Oliveira Vianna. São Paulo: Edunesp, 1997.

RICOEUR, P. O conflito das interpretações. Ensaios de hermenêutica. Tradução de Hilton Japiassu. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1984.

SCHWARTZMAN, S. Formação da comunidade científica no Brasil. SP/RJ: Cia Ed. Nacional/Financiadora de Estudos e Projetos, 1979.


Como tal, essa lista também é parcial e incompleta, e seria muito interessante continuar a receber comentários e sugestões de nossos(as) leitores(as) para irmos acrescentando mais títulos a essa lista de livros importantes, mas infelizmente esquecidos em nosso mercado editorial...

Perspectivas da cidadania no Brasil Império

Acaba de ser lançada a continuidade da pesquisa sobre política e cidadania no século XIX, coordenada por José Murilo de Carvalho, Perspectivas da cidadania no Brasil Império, pela Editora Civilização Brasileira. As referências completas deste e dos livros anteriores são:

CARVALHO, J. M.; CAMPOS, A. D.; HAWTHORNE, N. (org.) Perspectivas da cidadania no Brasil Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

CARVALHO, J. M.; NEVES, L. M. B. P. (org.) Repensando o Brasil dos Oitocentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.

CARVALHO, J. M. (org.) Nação e cidadania no Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

Para saber mais ver: http://www.record.com.br/grupoeditorial_editora.asp?id_editora=5

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Avaliação do Qualis-Capes

Acaba de sair a nova lista de ranqueamento dos periódicos avaliados pelo Qualis da CAPES, para visualizá-los, ver:

http://qualis.capes.gov.br/webqualis/

Lista alfabética de periódicos no Scielo

A lista de periódicos que tem ingressado no Scielo vem aumentando nos últimos anos e para visualizá-los basta ir:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_alphabetic&lng=pt&nrm=iso

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Livros importantes, mas infelizmente esquecidos em nosso mercado editorial

Há um conjunto de livros muito significativo no campo da teoria e metodologia da história, mas que se encontram há mais de dez anos esgotados, sem sinais de novas reimpressões no mercado editorial brasileiro, o que é uma pena em vista do imenso aumento do contingente de alunos nos cursos de graduação e pós-graduação nas Ciências Humanas e Sociais em geral, e na História em particular. Nesse sentido, seria imensamente frutífero a reimpressão de obras como:

CARDOSO, C. F. Ensaios racionalistas: Filosofia, Ciência e História. Rio de Janeiro: Campus, 1988.

GAY, P. O estilo na História. Tradução de Denise Bottmann. SP: Cia das Letras, 1990.

GOMES, A.C. História e historiadores. A política cultural do estado novo. RJ: FGV, 1996.

GUAZZELLI, C. A. B.; PETERSEN, S. R. F. Questões de teoria e metodologia da história. Porto Alegre/RS: Editora da UFRGS, 2000.

HAMBURGER, A. I.; DANTES, M. A. M.; PATY, M. & PETITJEAN, P. (org.) A ciência nas relações Brasil-França (1850-1950). São Paulo: Edusp; FAPESP, 1996.

LANGLOIS, C. H. V. & SEIGNOBOS, C. H. Introdução aos estudos históricos. SP: Renascença, 1946.

LE GOFF, J. & NORA, P. (direção). História: novos problemas. Tradução de Theo Santiago. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976, 3v.

MAYER, A. J. A força da tradição. A persistência do antigo regime (1848-1914). Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: companhia das letras, 1987.

RODRIGUES, J. H. História e historiadores do Brasil. São Paulo: Editora Fulgor, 1965.

_______. A pesquisa histórica no Brasil. – 2ª edição revista e aumentada – São Paulo: Cia Editora Nacional, 1969.

____. História da história do Brasil. Historiografia colonial (v. 1). 2ª Edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.

____. História da história do Brasil. A metafísica do latifúndio; o ultra-reacionário Oliveira Viana (v. 2, t. 2). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1988.

____. Teoria da história do Brasil. Introdução metodológica. São Paulo: Instituto Progresso Editorial S. A., 1949.

WEHLING, A. A invenção da História. Estudos sobre o historicismo. RJ: Editora Central da Universidade Gama Filho; Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 1994.

Evidentemente, o número não se reduz a esses poucos, mas significativos exemplos, e que, aliás, seria muito interessante e viável a publicação de novas edições, para a nova geração de leitores e de profissionais que foram formados pelo mercado de trabalho brasileiro nesses últimos anos. Aqui procuramos muito modestamente chamar a atenção de nossos(as) leitores(as) para a importância desses e de outros títulos há muito esgotados em nosso mercado editorial, sendo raros mesmo nos sebos mais especializados. Nesse sentido, conhecer o passado por meio das questões que lhes são postas no presente, também se faz em meio as obras que marcaram cada período de nossa história da historiografia, pois, configuraram as regras do método a serem seguidas, as questões que plasmavam o ofício, os dilemas que pairavam sobre as pesquisas, os autores e as obras que então eram debatidas, ao virem a se tornar paradigmáticas para seus contemporâneos...