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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma "nova" LEITURA da obra de Machado de Assis

Em Machado de Assis: por uma poética da emulação, publicado pela Civilização Brasileira em junho deste ano, João Cezar de Castro Rocha, estudioso da obra de Machado, nos propõe uma nova leitura da obra machadiana, por meio da ideia de "poética da emulação", ou seja, uma estratégia de usar não apenas da imitação, mas do passado e da referência a certas obras, com a meta de reutilizando-as lhes dar simultaneamente novos significados. E, para ele, seria justamente isso que teria feito com que o Machadinho se tornasse o "Machado de Assis", que todos conhecem, passando de uma primeira fase subserviente ao cânone instituído, para uma segunda fase, que se abre com "Memórias póstumas de Brás Cubas", cheio de ousadia e coberto de irreverência. Essa é a meta de João Cezar: mostrar-nos de que maneira o contexto, a recepção de certas obras e autores, juntamente com a insatisfação de Machado perante sua própria obra, o instigou a efetuar uma verdadeira reavaliação de seus textos e de sua postura perante a literatura, permitindo-lhe avançar com ousadia e irreverência em seus escritos. Mas, como não deixa de indicar, tal processo não se fez de modo abrupto e sem ligação com a fase anterior, pois muitas das temáticas experimentadas na segunda fase, teriam sido amplamente gestadas na fase anterior. Referência: ROCHA, J. C. C. Machado de Assis: por uma poética da emulação. RJ: Civilização Brasileira, 2013.

Os pensadores que inventaram o Brasil para FHC

Acaba de ser publicada pela editora companhia das letras o novo livro de Fernando Henrique Cardoso, no qual aborda o pensamento social brasileiro, e em suas palavras, os pensadores que inventaram o Brasil. Foi com esse objetivo, isto é, de demonstrar como as obras de certos autores nos ajudaram a pensar o Brasil, que FHC passou a analisar o perfil e a obra de Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha, Paulo Prado, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Antonio Candido, Florestan Fernandes, Celso Furtado e Raymundo Faoro, ao longo de 18 textos (antigos e atuais, publicados e inéditos). Entre esses textos, a obra conta com a instigante análise que deu nome ao volume, que foi sua conferência de 1993, na qual abordava as obra de Sérgio Buarque, Freyre e Prado Jr., como pensadores que inventaram o Brasil. Por fim, o volume traz ainda o posfácio de José Murilo de Carvalho, em que avalia os textos e traz bela contribuição para o seu entendimento. Referência: CARDOSO, F. H. Pensadores que inventaram o Brasil. SP: Cia das Letras, 2013.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Novos títulos da coleção História e Historiografia

Acaba de ser publicado os números 8 e 9 da coleção História e historiografia, da Editora Autêntica. Foram eles: Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo, de François Hartog; e A identidade nacional: um enigma, de Marcel Detienne. Para saber mais, ver: http://grupoautentica.com.br/autentica/a_identidade_nacional_um_enigma/895; http://grupoautentica.com.br/autentica/regimes_de_historicidade_-_presentismo_e_experiencias_do_tempo/866

sábado, 2 de março de 2013

Teoria da História e história do ofício de historiador

Acaba de ser lançada pela Editora Vozes o quinto volume da série Teoria da História de José D'Assunção Barros, no qual trata do "movimento dos Annales" e da "Nova história". Também foi publicado o segundo volume da série Os historiadores, organizado por Maurício Parada. No volume são analisados autores como: Tocqueville, Droysen, Michelet, Leopold von Ranke, Burckhardt, Marx, Croce, Collingwood, Huizinga, Pirenne, Febvre, Bloch, Braudel, Thompson. Outro título publicado foi o livro: Teoria da História, de Dagmar Manieri, no qual procura analisar a gênese dos conceitos centrais para a escrita da história, como: temporalidade, revolução, progresso, Estado, etc. Para maiores informações, consultar: http://www.universovozes.com.br/editoravozes/web/view/CatalogoVozes.aspx?assuntoID=170

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O ofício de historiador em Francisco Falcon

Pioneiro nas discussões sobre a história cultural e a história das ideias no Brasil, a versatilidade e a originalidade da obra de Francisco Falcon, ganham com este Francisco Falcon: o ofício de historiador, organizado por Maria Emilia Prado e Oswaldo Munteal a devida homenagem. Publicado no final do ano passado pela editora Revan, a obra dá ênfase a trajetória do autor, seus diálogos e a produção de sua obra, destacando a importância de seu livro A época pombalina, assim como de sua produção relativa a teoria e a história da historiografia, que, aliás, finalmente tem sido reunida em livro pela editora Hucitec (como destacamos em postagem anterior), que está para lançar o segundo volume de textos reunidos. Além disso, a obra reune listas de todas as orientações de Falcon, assim como mostra pontos interessantes do desenvolvimento da historiografia brasileira na segunda metade do século passado, e suas relações com a historiografia portuguesa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

História em movimento

Nos últimos meses foram publicados vários títulos interessantas pela Editora FGV, no campo da teoria e história da historiografia, e cinema e história, os quais deixamos abaixo indicados: Aprender com a história? O passado e o futuro de uma questão; Correntes históricas na França: séculos XIX e XX; Tempo presente & usos do passado ; História e documentário

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Atualidade de Sérgio Buarque de Holanda

No final do mês passado foi publicado pela Edusp uma nova coletânea de ensaios que versam sobre a atualidade da obra de Sérgio Buarque de Holanda, e conta com textos de Antonio Candido, Laura de Mello e Souza, Antonio Arnoni Prado, Maria Odila Dias, dentre outros. Referência da obra: MARRAS, S. (org.) Atualidade de Sérgio Buarque de Holanda. São Paulo: Edusp, 2012. Para saber mais: http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?id=413896

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vanguardas em retrocesso

No final de setembro foi lançado o novo livro de Sérgio Miceli, Vanguardas em retrocesso, no qual discute a ação e as estratégias dos letrados latino-americanos, especialmente, brasileiros e argentinos, nas primeiras décadas do século passado, cujo norte orientador estava em traçar os pontos de aproximação e os distanciamentos sob os quais se forjaram o modernismo entre cada um daqueles países. Daí a importância de conjecturar quais as estratégias e as disputas pelo poder que estavam então em questão, com base numa análise minuciosa da trajetória de: Jorge Luis Borges, Mário de Andrade, Lasar Segall, Xul Sola, dentre outros. Para maiores detalhes ver: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13354.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A correspondência de Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda

Acaba de ser publicada pela Companhia das Letras as correspondências trocadas entre Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda, durante o período de 1922 a 1944. A obra foi organizada cuidadosamente por Pedro Meira Monteiro, que em notas explicativas muito bem formuladas dá indicações dos diálogos, dos temas e dos personagens que são trazidos por Mário e Sérgio. Que, aliás, ao longo dos anos foram formando uma grande amizade, além de uma parceria intelectual, na qual as discussões sobre a história e a crítica literária e a produção romanesca no país e no exterior estavam a cercear boa parte das missivas. Para maiores detalhes ver: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13372. MÁRIO DE ANDRADE E SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA - Correspondência, Cia. das Letras, 2012. Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda

domingo, 14 de outubro de 2012

A coleção ArteFíssil

A coleção ArteFíssil, da Editora Contraponto, tem lançado obras muito interessantes no campo da epistemologia das imagens, da análise das imagens figurativas e sobre a constituição da modernidade, especialmente, em seus desdobramentos do século XIX para cá. Entre os títulos já publicados, destaque-se: O destino das imagens (2012); As distâncias do cinema (2012); Técnicas do observador: visão e modernidade no século XIX (2012); Benjamin e a obra de arte: técnica, imagem, percepção (2012). A coleção é dirigida por Tadeu Capistrano da Escola de Belas Artes da UFRJ. Para maiores detalhes ver: http://www.contrapontoeditora.com.br/produtos/destaques.php

Coleção Grandes Temas e Debates

A Editora Argos, desde 2008, tem se dedicado a publicar obras de relevo, que tem sido agrupadas em suas coleções: Grandes Temas e Debates. Entre esses títulos, pode-se destacar: Exercícios críticos: leituras do contemporâneo (2008); O que é o contemporâneo? (2009); Crítica literária, em busca do tempo perdido? (2011); História, verdade e tempo (2011); Roger Chartier: a força das representações (2011); E. P. Thompson: política e paixão (2012). Para saber mais ver: http://www.isthmus.com.br/argos/colecao/grandes-temas/4-1-1-4-1/produtos.aspx

sábado, 13 de outubro de 2012

A obra de Roger Chartier

Acaba de ser publicado mais dois livros de Roger Chartier: O que é um autor? pela Edufscar, e Cardenio - entre Cervantes e Shakespeare, pela Civilização Brasileira. Mesmo sendo particularmente conhecido por sua obra A história cultural: entre práticas e representações (de 1990), seus textos são hoje numerosos e conhecidos, especialmente no Brasil onde sua obra ainda tem gerado grande impacto sobre a produção histórica, em função da recepção da Nova História Cultura, além de inspirar programas de pós-graduação, linhas de pesquisa, o uso de procedimentos e o estudo de certos temas. Ao lado desses livros ainda se encontram: História da leitura no mundo ocidental (em dois volumes, em parceria com Guglielmo Cavallo, de 1998); A ordem dos livros (1998); A aventura do livro (1998); Cultura escrita, literatura e história (2000); Práticas da leitura (2000); A beira da falésia (2002); Do palco a página (2002); Os desafios da escrita (2002); Formas e sentido (2003); Leituras e leitores na França do Antigo Regime (2004); Inscrever e apagar (2007); Origens culturais da Revolução Francesa (2009); A história ou a leitura do tempo (2009); O sociólogo e o historiador (2011); Roger Chartier - a força das representações (2011).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A escrita da História: a natureza da representação histórica

Acaba de ser publicado o livro: A escrita da História: a natureza da representação histórica, de Franklin Rudolf Ankersmit, no qual discute, entre outras coisas, como nos informa o resumo dos textos apresentado pela Eduel: "inéditos [...] que expressam as preocupações mais atuais da escrita da história, acompanhados por uma entrevista, também inédita, de Frank Ankersmit. Os textos e a entrevista são apresentados em capítulos, a saber-: Capítulo 1: O uso da linguagem na escrita da história; Capítulo 2: Virada Linguística, teoria literária e teoria da história; Capítulo 3: Da linguagem para a experiência; Capítulo 4: Experiência histórica: além da Virada Linguística; Capítulo 5: Representação e Referência; Capítulo 6: Verdade na história e na literatura; Capítulo 7: Sobre história e tempo; Capítulo 8: Entrevista com F. R. Ankersmit". A obra foi publicada pela Editora da Universidade Estadual de Londrina (a Eduel), com a competente tradução de Jonathan Menezes; Gisele Iecker de Almeida; Maria Siqueira Santos e Alfredo dos Santos Oliva. Além disso, o livro será lançado amanhã, 12/10/2012, na abertura do XIII Encontro Regional da Anpuh/PR, e conta com a presença do autor.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A obra de Giorgio Agamben

Assim como a obra de Jacques Rancière está passando por um momento promissor de tradução e publicação no Brasil (e em Portugal), o mesmo tem acontecido com a obra de Giorgio Agamben. Dentre os seus vário livros publicados, já estão disponíveis em português: A comunidade que vem (1993) Ideia da prosa (1999) Infância e história (2003) Estado de exceção (2005) Profanações (2005) Homo sacer (2006) Estâncias (2007) O que resta de Auschwitz (2008) O que é o contemporâneo? (2009) O sacramento da linguagem (2011) O reino e a glória (2011) O homem sem conteúdo (2012) Ninfas (2012). Uma boa introdução a sua obra pode ser encontrada em: Edgardo Castro. Introdução a Giorgio Agamben: uma arqueologia (2012).

A obra de Jacques Rancière no Brasil

Aos poucos a obra de Jacques Rancière tem sido traduzida e publicada no Brasil. Autor de obra importante e fundamental para as Humanidades, sua contribuição para a discussão da epistemologia das imagens, da constituição do discurso, inclusive, o histórico, e sobre os processos de ensino-aprendizagem, tem se evidenciado de forma cada vez mais intensa no debate internacional. No Brasil já se encontram traduzidas: A noite dos proletários (1988) Os nomes da História (1992) Políticas da escrita (1995) O desentendimento (1996) O mestre ignorante (2004) A partilha do sensível (2005) O inconsciente estético (2009) O destino das imagens (2012) O espectador emancipado (2012). Além desses títulos já está programada a publicação de Desvios do cinema, que deverá ser publicada até o final do ano pela Editora Contraponto.

domingo, 23 de setembro de 2012

Relatos totalizadores e crise de projetos sociais

Acaba de ser lançada a tradução do novo livro de Nestor Garcia Canclini, no qual o autor discute a profunda ausência de relatos totalizadores no período contemporâneo, circunstanciando uma verdadeira crise de valores, além da escassez de propostas de transformação social, o que tem propiciado em suas palavras "uma sociedade sem relato(s)". Referência completa: CANCLINI, N. G. A sociedade sem relato: antropologia e estética da iminência. São Paulo: Edusp, 2012.